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domingo, 26 de junho de 2011

Quinta-Feira, 30/06 às 20 horas - SARAU DE POESIA EM HOMENAGEM A CHICO BUARQUE DE HOLANDA e VINÍCIUS DE MORAES


Na próxima quinta-feira, 30/06, às 20 horas no Teatro Nicionelly Carvalho (Rua Prefeito Chagas, 305 - PL - Centro - Edifício Manhattan) todos estão convidados para o SARAU DE POESIA em HOMENAGEM a CHICO BUARQUE DE HOLANDA e VINÍCIUS DE MORAES.

O Sarau de Poesia acontece na última quinta-feira de cada mês, e sempre um e poeta ou escritor é homenageado.

A entrada é franca. Todos podem participar, lembrando que é o momento de resgatar as poesias guardadas nos livros, gavetas, cadernos... ou aquelas de preferência e de própria autoria; o palco estará livre...

Mas este mês é só escolher as poesias ou músicas preferidas de Chico Buarque e Vinícius de Moraes para compartilhar no palco... porque o palco estará livre...

Soneto do amigo


Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.


É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.


Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.


O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
Vinicius de Moraes

Soneto da separação


De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.


De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.


Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinícius de Moraes
De todas as maneiras
Que há de amar
Nós já nos amamos
Com todas as palavras feitas pra sangrar
Já nos cortamos
Agora já passa da hora
Tá lindo lá fora
Larga a minha mão
Solta as unhas do meu coração
Que ele está apressado
E desanda a bater desvairado
Quando entra o verão
Chico Buarque
Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança

Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar

Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade
Chico Buarque

Um comentário:

  1. Meu primeiro sarau e confesso, adorei!
    Parabéns gente, estarei em todos, hehe!

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